Feijão

O parceiro diário na mesa de 7 em 10 brasileiros.

O feijão está entre os alimentos mais antigos, remontando aos primeiros registros da história da humanidade. Achados arqueológicos apontam para a existência de feijoeiros domesticados cerca de 10.000 A.C.

O grão, símbolo da culinária do país, é fonte de proteína vegetal, vitaminas e sais minerais, ferro, cálcio e fósforo. Atualmente, o Brasil é o maior produtor mundial. Existem aproximadamente 40 tipos de feijão que podem ser encontrados no Brasil, entre eles se destacam o feijão preto, que é plantado em 21% da área produtora, e o feijão carioca, que está presente em praticamente todo o Brasil e, por isso, 52% da área cultivada é semeada com este tipo grão. O feijão caupi ou feijão de corda é o mais aceito na Região Norte e Nordeste.

Entendendo um pouco sobre o seu cultivo:

Elementos climáticos no cultivo de feijão:

A temperatura e as chuvas são os elementos climáticos que mais influenciam na produção de feijão. O feijão é mais suscetível à deficiência hídrica durante a floração e o estágio inicial de formação das vagens.

O feijoeiro é uma planta com raiz delicada, com sua maior parte concentrada na camada de até 20 cm de profundidade do solo, por isso, deve-se ter um cuidado especial na escolha da área. Quanto à semeadura, as épocas recomendadas concentram-se, basicamente, em três períodos: o chamado das “águas”, nos meses de setembro a novembro, o da “seca” ou safrinha, de janeiro a março, e o de outono-inverno ou terceira época, nos meses de maio a julho. A profundidade de semeadura pode variar conforme o tipo de solo. Em geral, recomendam-se de 3 a 4 cm para solos argilosos ou úmidos e de 5 a 6 cm para solos arenosos. Para proporcionar melhor rendimento:

Um dos principais fatores responsáveis pela sua baixa produtividade é a ocorrência de doenças que limitam a produção de feijão e reduzem a qualidade fisiológica, sanitária, nutricional e comercial do produto. A região, época, sistema de plantio, variedade, qualidade sanitária da semente e as condições climáticas são fatores que influenciam a incidência, intensidade e os prejuízos causados por estas doenças. O conhecimento das doenças, dos danos, da época e das condições favoráveis à sua ocorrência são fundamentais para que medidas de controle sejam adotadas.

DOENÇAS: Aumento de Severidade - Por que?

  • Sementes com baixa qualidade;
  • Clima favorável: Safra e safrinha;
  • Ausência de rotação de culturas;
  • Variedades com resistência limitada;
  • Plantas daninhas hospedeiras de patógenos;
  • Presença de insetos vetores de vírus – mosca branca

PRINCIPAIS DOENÇAS CAUSADAS POR FUNGOS

ANTRACNOSE

É considerada a doença de maior importância na cultura do feijoeiro e está distribuída em todas as regiões produtoras. Ocorre com maior severidade no Sul do país, onde as condições climáticas são mais favoráveis. Provoca queda na produtividade e prejudica a qualidade do produto causando alterações, deformação, enrugamento e manchas nos grãos.

Lesões causadas pro antracnose

Adoença é causada pelo fungo Colletotrichum lindemuthianum. As condições ambientais ótimas para o desenvolvimento do fungo causador da antracnose são temperaturas amenas (14ºC a 20ºC) e alta umidade relativa. O patógeno pode sobreviver em restos de culturas, sendo a semente infectada a principal fonte de disseminação da doença.

As folhas afetadas apresentam lesões que ocorrem inicialmente na face inferior da folha, caracterizando-se por um enegrecimento das nervuras que se estende aos tecidos adjacentes. Nas hastes, vagens e sementes, as lesões são geralmente de coloração escura, arredondadas ou ovaladas, e deprimidas em relação à superfície do órgão. Com o progresso da doença as vagens podem murchar e secar. A semente infectada pode apresentar lesões levemente deprimidas, de cor marrom, bordos escuros, facilmente observadas nas sementes de tegumento claro. Nas sementes de tegumento preto, as lesões são deprimidas, com bordos avermelhados.

Uso de sementes sadias, cultivares resistentes, pulverizações com fungicidas recomendados à cultura são as principais medidas de controle.

FERRUGEM

Ocorre em todas as regiões produtoras de feijão e em condições favoráveis pode causar prejuízos de até 46%, é causada pelo fungo Uromyces appendiculaus.

As condições ambientais favoráveis ao desenvolvimento da doença são temperatura entre 17 e 27oC e alta umidade (acima de 90%), intercalada por períodos de baixa precipitação e grande quantidade de orvalho. Manifesta-se principalmente nas folhas do feijoeiro, sendo as hastes e as vagens pouco atingidas. Os sintomas característicos da doença se manifestam nas folhas como pequenos pontos cloróticos, evoluindo para pústulas salientes de cor esbranquiçada ou amarelada, que aparecem preferencialmente na face inferior das folhas. Em poucos dias, surgem pequenas pústulas de cor ferrugem em ambas as superfícies das folhas, quase sempre rodeadas por um halo amarelo.

Lesões causadas por ferrugem e mancha angular na cultura do Feijão

MANCHA ANGULAR

É considerada uma das mais preocupantes doenças do feijoeiro, podendo causar perdas de até 70%, caso ocorra precocemente.

A doença é causada pelo fungo Phaeoisariopsis griseola, é favorecida por temperatura entre 18 e 25ºC associada com períodos de alta umidade. Os sintomas dessa doença podem ser observados no caule, folhas e vagens. Nas folhas verdadeiras, as lesões são angulares, delimitadas pelas nervuras de coloração pardo-acinzentadas, visíveis na face inferior da folha.

Nas hastes, as lesões podem ser alongadas e de cor castanho-escuro, sendo que nas vagens as lesões são quase circulares, de coloração castanho-avermelhado, com os bordos escuros.

As vagens atacadas podem produzir sementes mal desenvolvidas ou totalmente enrugadas. A doença é transmitida pela semente.

Como medida de profilaxia, utilizam-se as seguintes práticas: rotação de culturas, época adequada de plantio, uso de sementes sadias, variedades resistentes e tratamento químico.

MOFO BRANCO

Ocorre principalmente em regiões de clima frio e úmido. Possui ampla faixa de hospedeiros e pode sobreviver por vários anos no solo. É considerado por muitos produtores o pior vilão do feijão irrigado, responsável por prejuízos significativos nas regiões produtoras de sementes.

Mofo branco e Esclerócios no feijão

A doença é causada pelo fungo Sclerotinia sclerotiorum, favorecida por alta umidade relativa, baixa temperatura e pouca aeração.

Os sintomas se manifestam nas hastes, folhas e vagens, principalmente próximas do solo, iniciando-se como manchas aquosas que, sob condições favoráveis, crescem rapidamente, provocando uma podridão mole, e cobrem-se posteriormente por uma densa massa de micélio branco, de aspecto cotonoso, na qual se formam os corpos duros e pretos, que são os esclerócios.

O manejo dessa doença é feito através da rotação de culturas, uso de sementes sadias, tratamento químico das sementes e pulverização com fungicida.

O QUE A ADAMA POSSUI PARA ESSAS SITUAÇÕES?

SIM Feijão e Azimut

MANEJO EFICIENTE NO CONTROLE DE ANTRACNOSE

PARCEIRO IDEAL PARA CONTROLE DE ANTRACNOSE

 

Referências:

http://www.ebah.com.br/content/ABAAAAyAAAJ/manejo-controle-das-principais-doencas-feijoeiro-phaseolus-vulgaris-l?part=2 http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/fei-jao/arvore/CONT000gvwk5em102wx7ha0g934vg016m2r7.html Guia de Identificação de doenças do feijoeiro. Furlan, S.H Instituto Biológico, Campinas, 2012.109p. Feijão: produção e sustentabilidade. Edição Antonio Luiz Fancelli- Piracicaba: USP/ ESALQ/ LPV, 2013 168p.:il.