Lagartas na Cultura do Algodão

por Danilo Silva

A cultura do algodoeiro é atacada por diversas pragas, mas as lagartas têm sido um sério problema, mesmo com as tecnologias BTs.

A agricultura tem se desenvolvido muito nas últimas décadas, principalmente em culturas de alto valor agregado. Várias tecnologias foram implementadas no setor, desde manejo de solo, com a entrada do plantio direto, rotação de culturas, sistemas de irrigação, melhoramento genético e a introdução de transgenias, entre outras.

Mesmo assim, um dos grandes entraves para a consolidação sustentada da agricultura continua sendo o ataque de pragas, que pode reduzir drasticamente a produção.

Na cultura do algodoeiro, um complexo de pragas que ocorre sistematicamente na cultura pode reduzir significativamente a produção, caso não sejam tomadas as devidas medidas de controle.

Manter o nível de infestação dos insetos sob controle configura-se como um grande desafio ao agricultor. No entanto, não se pode confiar em um único método de controle, visto que não existe solução única salvadora. Há de se levar em conta a necessidade da adoção de um conjunto de medidas que, combinadas harmonicamente, resultam no controle efetivo desses organismos.

A introdução de tecnologias BTs na cultura do algodão é uma ferramenta importante para o manejo de pragas, mas o uso contínuo de plantas BT pode selecionar populações de insetos resistentes, que sobrevivem à exposição da toxina BT. Atualmente, um grande desafio para o agricultor é retardar a resistência dessas pragas dentro das culturas.

Uma alternativa para retardar essa resistência é a utilização do MIP (Manejo Integrado de Pragas), com soluções que vão desde o preparo do solo, rotação de culturas, época de semeadura, densidade de plantio, escolha da variedade, controle biológico, controle químico, dentre outras.

Dentre as principais pragas da cultura do algodão, as lagartas têm sido causa de grandes prejuízos econômicos, através de danos na diminuição do stand, da área foliar e atacando botões florais, flores e maçãs.

Podemos destacar as principais espécies: lagarta Falsa Medideira (Chrysodeixis includens e Rachiplusia nu), Lagarta das Maçãs (Heliothis virescens), Lagarta Rosada (Pectinophora gossypiella), Lagarta Elasmo (Elasmopalpus lignosellus), o gênero Helicoverpa (H. zea e H. armigera) e o gênero de Spodopteras. Esses dois últimos gêneros podem acarretar juntos, até 80% de prejuízo para a cultura.

O uso de tecnologias BT para controle de lagartas no algodão é fundamental e utilizado em todo território de cultivo da cultura. Das opções que temos inseridas na cultura, hoje, algumas têm um bom controle sobre diversas lagartas, mas deixam escapar os gêneros Helicovera sp. e Spodoptera sp.  Já outras tecnologias mais recentes, complementam essa deficiência das primeiras opções, trazendo uma moderada resistência a esses dois gêneros de lagartas.

Porém, o manejo apenas com as tecnologias BT não tem sido suficiente para o controle efetivo das diferentes espécies de lagartas, ocorrendo alguns escapes.

Pensando em simplificar a vida do produtor, a Adama trouxe ao mercado o Voraz ® , um inseticida híbrido, com amplo espectro de controle, que controla os mais diferentes tipos de lagarta, inclusive aquelas que já se adaptaram às tecnologias BT.

Voraz® é um produto inovador, resultado da combinação de dois ativos, que possuem diferentes modos de ação, conferindo um poderoso efeito de choque e residual prolongado. Uma nova e importante ferramenta no manejo de resistência das lagartas.

Benefícios do Voraz®

  • Parceiro ideal da tecnologia BT.
  • Amplo espectro de controle.
  • Manejo de resistência de pragas (dois modos de ação).
  • Conveniência: o mesmo produto pode ser usado nas principais culturas (soja, milho, algodão, trigo).
  • Facilidade de aplicação.

Referências Bibliográficas

ALMEIDA, P. Raul; DOMINGUES, C. Alberto; RAMALHO, S. Francisco; Manejo Integrado de Pragas do Algodoeiro no Brasil. Embrapa Algodão.

Embrapa Circular Técnica 131.

Circular técnica IMA Nº 9/2014.