Manejo de Plantas Daninhas

Se aplicado de maneira adequada, o Manejo Integrado de Ervas Daninhas (MIED) pode reduzir custos, proteger o solo e apoiar o controle de pragas e doenças.

Erva daninha é o termo utilizado para descrever uma planta muitas vezes exótica, que nasce espontaneamente em local e momento indesejados, podendo interferir negativamente na agricultura. Em uma definição mais ampla, planta daninha é uma espécie vegetal que cresce onde não é desejada. Como exemplo, uma planta de milho é considerada daninha em um plantio de soja.

O manejo de plantas daninhas se torna indispensável do ponto de vista agronômico, pois a ação das plantas invasoras já é bastante conhecida, competindo por água, luz, nutriente e espaço, causando muitos prejuízos às culturas. Essas perdas se acentuam à medida que não são devidamente controladas, por este motivo, é de fundamental importância ter conhecimento sobre a dinâmica das plantas invasoras, sua correta identificação e os diferentes mecanismos de ação dos herbicidas, evitando a interferência das plantas daninhas na cultura comercial de interesse.

Atualmente no Brasil, encontramos diversas plantas daninhas resistentes ao mecanismo de ação de alguns dos principais herbicidas disponíveis no mercado. Por este motivo, devemos utilizar diferentes estratégias de manejo no controle de plantas invasoras, tais como: rotação de diferentes mecanismos de ação durante o processo produtivo e safras; rotação de culturas; redução do banco de sementes das plantas daninhas durante a entressafra, entre outras. Como exemplos clássicos de algumas plantas invasoras que já adquiriram resistência ao mecanismo de ação do Glifosato, temos: Conyza bonariensis (Buva); Digitaria insularis L. (Capim Amargoso); Lolium ultiflorum (Azevém); Eleusine indica (Capim Pé de Galinha).

O destaque é para o Capim Amargoso que é uma das plantas daninhas de maior disseminação em todo Brasil, por se tratar de uma planta perene, entouceirada e que floresce praticamente o ano todo. Além disso, apresenta um elevado potencial produtivo de sementes que se dispersam facilmente pelo vento. Neste caso, torna-se imprescindível o entendimento da biologia desta planta invasora.

Proveniente de rizomas (tipo de caule subterrâneo rico em reserva energética), se torna de difícil controle após 45 dias da emergência, quando o número de rizomas aumenta em uma velocidade considerável, dificultando o controle por parte dos herbicidas.

Como recomendações para um bom manejo, temos que realizar um excelente controle pós-colheita e dessecações na fase inicial de desenvolvimento, evitando a formação de sementes. Os herbicidas que vem apresentando um bom controle desta invasora são aqueles com princípio ativo Clethodin.

Dentre as estratégicas de manejo para o controle de ervas daninhas nas lavouras podemos destacar algumas que são de suma importância para a agricultura:

ROTAÇÃO E SUCESSÃO DE CULTURAS:

Com um programa de rotação e sucessão de culturas, é possível alterar o ambiente comparativamente a um processo de monocultura. A rotação de culturas também permite a rotação de herbicidas, e com a sucessão de culturas, há a possibilidade de manter a área ocupada pela espécie desejada, não permitindo a infestação por espécies daninhas (Gazziero, 1998).

Associar a rotação de culturas com o sistema de semeadura direta tem sido a prática mais eficaz do ponto de vista do manejo de plantas daninhas. O não-revolvimento do solo mantém muitas sementes no perfil em profundidades nas quais não germinam. A palha ou restos culturais proporcionam a cobertura da superfície, evitando a germinação de diversas espécies que aí se localizam, além de proteger o solo (Deuber, 1997).

DESSECAÇÃO:

A dessecação consiste na eliminação das culturas de cobertura e/ou qualquer vegetação existente antes da semeadura das culturas principais, incluindo as plantas daninhas presentes na área. Para tal, utilizam-se herbicidas de ação sistêmica ou de contato, geralmente de ação total sobre as plantas.

Esta prática de manejo é de fundamental importância no sistema de plantio direto, pois possibilita que a semeadura seja adequadamente realizada, que a emergência e o desenvolvimento inicial da cultura ocorram em condições mais favoráveis, controlando plantas daninhas que emergiram antes do estabelecimento da cultura e facilitando o manejo dentro do ciclo da cultura. Além disso, mesmo em áreas onde se realiza plantio convencional, a combinação da aplicação de herbicidas dessecantes antes do preparo de solo é comumente realizada visando-se eliminar a vegetação pré-existente de maneira mais eficiente.

PLANTIO DIRETO:

Dentre as associações de estratégias, no auxílio do controle de plantas invasoras, temos o plantio direto, nesse sistema de plantio direto, o trabalho do arado e grade é substituído pela aplicação de herbicidas capazes de matar as plantas daninhas presentes e formar uma massa vegetal de cobertura do solo, a chamada palhada. A cobertura tem como função inibir a emergência de algumas espécies de plantas daninhas (principalmente gramíneas e espécies de ciclo anual) que necessitam mais luz para germinar. Entretanto, para que a cobertura tenha efeito sobre a emergência é necessário uma quantidade mínima de palhada que dependerá da espécie que escolhemos para nosso sistema. Por exemplo, se a cobertura escolhida para a supressão de plantas daninhas for milheto, são necessárias aproximadamente 8 ton/ha.

PRÉ EMERGENTES:

Esta operação pode ser realizada após o preparo do solo, após a implementação da cultura ou logo após a semeadura. Deve ser feita antes da emergência da cultura e da planta daninha.

No sistema de semeadura direta, a origem e a quantidade da cobertura morta sobre a superfície do solo podem comprometer a capacidade de um herbicida residual atingir o solo em virtude da retenção do produto pela palha, não permitindo o contato do produto com o solo (Rodrigues, 1993; Buzatti, 1999).

Outros fatores que exercem influência na retenção dos herbicidas pela palha são a quantidade e a época das chuvas que ocorrem após a aplicação (Rodrigues, 1993).

Os produtos aplicados em pós-emergência também apresentam algumas exigências para serem eficazes. Incluem o estágio de desenvolvimento da planta daninha e as condições de aplicação (umidade relativa do ar, velocidade do vento, temperatura), entre outros (Buzatti, 1999).

O uso de associações de herbicidas é comum na maioria das regiões produtoras. Nesses casos, deve-se dar atenção especial à seletividade das associações para a cultura e para a erva daninha que se quer controlar.

Em resumo não podemos pensar em controlar as plantas daninhas com medidas isoladas. É de fundamental importância o conhecimento sobre a dinâmica dos herbicidas e seus diferentes sítios de ação na planta invasora; a correta dose do produto associada a tecnologia de aplicação; o correto momento de aplicação de acordo com o estágio fenológico da invasora (relação fonte/dreno) e número de aplicações, já que muitas vezes podemos utilizar como tática uma única aplicação ou aplicações sequenciais.

A Adama, com o propósito de simplificar a vida dos agricultores, possui em seu portfólio, herbicidas pré-emergentes com registro para as mais diversas culturas. Dentre eles podemos destacar o Vezir®, que apresenta amplo espectro de controle de plantas daninhas na pré-emergência da cultura da soja, Poquer®, excelente graminicida para o controle de ervas na pós emergência, e a combinação Premerlin® 600 EC e Herburon® 500 BR, que garante controle das principais plantas invasoras da cultura do algodão, dentre mono e dicotiledôneas.

Benefícios do Manejo Adama

  • Amplo espectro no controle de plantas daninhas;
  • Longo período residual de controle;
  • Alta seletividade às culturas;
  • Auxílio no manejo de plantas daninhas de difícil controle.