Manejo de resistência com foco em pré-emergentes no Algodão

Além de serem responsáveis por perdas de produção e qualidade da fibra, as plantas daninhas na cultura do algodão também são hospedeiras de pragas e doenças. Por este motivo, o manejo com herbicidas na fase inicial da cultura se torna indispensável para lavouras de alta produtividade.

A cultura do algodão (Gossypium hirsutum L.) possui relatos históricos com mais de 5000 anos. É considerada a planta mais importante na produção de fibras e tem um aproveitamento completo possibilitando a fabricação de uma diversidade de produtos de utilização universal.

O Brasil destaca-se entre os cinco maiores produtores mundiais de algodão, com uma área de cultivo superior a 900 mil ha (CONAB, 2017).

A lavoura de algodão deve ser conduzida com o objetivo de explorar ao máximo o potencial de produção e qualidade. Neste cenário, o manejo de plantas invasoras merece destaque, pois além de hospedar pragas e doenças, pode reduzir em até 90% a produtividade. (BALLAMINUT, 2009).

Algumas espécies de plantas daninhas reduzem a qualidade da fibra e atrapalham o processo de colheita. Por apresentar período de crescimento inicial lento até os 20 dias após a emergência, o algodoeiro acaba sofrendo desvantagem pela matocompetição inicial. Segundo CHRISTOFFOLETTI et. al, (2011) o período entre 15 a 70 dias após a emergência é o período crítico que o controle deve ser executado com objetivo de eliminar a matocompetição e garantir a produtividade.

Entre os principais métodos de controle de plantas daninhas: cultural, mecânico ou químico. Esse último é atualmente o mais utilizado, pela rapidez e eficácia de controle, principalmente nos estados do MT e BA, principais produtores nacionais.

O método químico é representado pela utilização de herbicidas, cuja eficácia de controle está associada a fatores climáticos, técnicos e econômicos (Figura 1).

Figura 1. Lavoura de algodão com matocompetição e com controle químico.

Quanto à época de aplicação, os herbicidas podem ser aplicados durante o pré-plantio, pré-emergência, pós-emergência e em jato dirigido ou tardia. (BALLAMINUT, 2009)

Mesmo com avanço da biotecnologia e desenvolvimento de tecnologias com cultivares re-sistentes ao Glifosato e Glufosinato de Amônio, atualmente, é indispensável a utilização de herbicidas pré-emergentes na cultura do algodoeiro, sendo que o mesmo deve ser utilizado após um levantamento técnico com caracterização e histórico das plantas infestantes na área, sempre levando em consideração que a maioria dos herbicidas com essa característica ficam por um bom período residual no solo, devendo tomar cuidado nas doses e culturas seguintes.

Entre os herbicidas aplicados na pré-emergência da cultura do algodão, destaca-se a Trifluralina e o Diurom. Sendo aplicados anteriormente à emergência da cultura e das plantas invasoras e aplicados após a semeadura. O herbicida Diurom destaca-se por ser um dos mais utilizados na cultura do algodoeiro, apresentando uma característica chamada seletividade de posição com ação pré-emergente e pós-inicial com excelente controle nas espécies: Commelina bengalhensis, Richardia braziliensis, Spermacoce latifola, além de algumas plantas invasoras monocotiledôneas. O mecanismo de ação é a inibição da transferência de elétrons no fotossistema II.

A Trifluralina é um herbicida muito conhecido, por ser referência no controle de plantas invasoras gramíneas, com grande destaque no controle do capim-amargoso (Digitaria insularis) e do capim pé-de-galinha (Eleusine indica) e também no controle de diferentes espécies de caruru (Amaranthus spp). Na planta, a Trifluralina tem como principal característica a paralização do crescimento, principalmente de radículas de plantas. Esse herbicida está no grupo dos inibidores da divisão celular (GUERRA, 2016).

A utilização de herbicidas na pré-emergência do algodoeiro faz parte da estratégia de manejo no controle de plantas daninhas.

Frente ao cenário de dificuldade no controle e aumento do número de plantas daninhas resistentes no Brasil, a Adama, com propósito de criar soluções integradas de manejo que simplificam a vida do produtor, possui em seu portfólio os herbicidas Premerlin® 600 ECe Herburon® 500 BR. Quando aplicados de forma combinada, garantem o controle das principais plantas invasoras da cultura do algodão, dentre mono e dicotiledôneas.

BENEFÍCIOS DO MANEJO ADAMA

  • Amplo espectro no controle de plantas daninhas;
  • Longo período residual de controle;
  • Alta seletividade nas culturas;
  • Auxílio no manejo de plantas daninhas de difícil controle.

Gráfico 3. Seletividade de Herbicidas em pré-emergência da cultura do algodão. Luís Eduardo Magalhães-BA, 2015.

REFERÊNCIAS:

CONAB - Companhia Nacional de Abastecimento. 12º Levantamento - Safra 2016/2017. Disponível em: www.conab.gov.br/conteudos.php?a=1253. Acesso: 20/11/2017;

BALLAMINUT, C. E. C. Seletividade da cultura do algodoeiro aos herbicidas diurom, clomazone, trifloxysulfuron-sodium e pyrithiobac-sodium. 2009. 86 f. Dissertação (Mestrado em Agronomia) - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Pira-cicaba, 2009.

CHRISTOFFOLETI, P. J.; CARVALHO, S. J. P.; NICOLAI, M.; SOUZA, R. C. Manejo de plantas daninhas na cultura do algodão. In: FREIRE, E. C. Algodão no cerrado do Brasil. 2. ed. Aparecida de Goiânia: Mundial Gráfica, 2011. p.613-638.

GUERRA, N. Mini-Curso_Herbicidas_Parte-3. 2016. Disponível em: conevajr.ufsc.br/files/2016/03/Mini-Curso_Herbicidas_Parte-3.pdf . Acesso: 10/11/2017.