Herbicidas pré-emergentes, ferramentas indispensáveis no manejo de plantas daninhas

No atual cenário de resistência, os herbicidas pré-emergentes são ferramentas fundamentais para o manejo de plantas daninhas na cultura da soja.

Na safra 2018/19 os produtores voltarão a ampliar a área de soja do Brasil e atingirão uma produção recorde, serão mais de 35 milhões de hectares cultivados com uma estimativa superior a 121 milhões de toneladas do grão (CONAB, 2018).

Porém, apesar do recorde de produção, a cultura ainda apresenta perdas em produtividade por diversos fatores que estão presentes, desde a escolha do material genético a ser semeado, até problemas fitossanitários. Um dos principais problemas elencados é a presença de plantas daninhas. (SEDIYAMA, 2009).

Dependendo da espécie, da densidade de distribuição e do sistema de cultivo (semeadura direta ou convencional), as interferências podem acarretar em reduções na produtividade de soja em cerca de 40 a 80% (GAZZIERO et al., 2004). A redução da produtividade está associada à competição - que as invasoras exercem na busca por luz, água e nutrientes, além de dificultarem o procedimento de colheita e serem hospedeiras de pragas e doenças.

Esta perda, porém, não ocorre somente à medida que se aumenta o período de convivência, mas também em períodos específicos do desenvolvimento fenológico como no estabelecimento inicial da cultura (CARVALHO; VELINI, 2001). Neste processo, plantas de maior agressividade e dificuldade de controle em pós-emergência são de principal interesse no controle em pré-emergência, retomando a importância deste segmento na cultura da soja.

Em culturas mais tecnificadas como algodão e cana-de-açúcar, os pré-emergentes nunca deixaram de ser utilizados. Porém, na soja, a utilização desses produtos reduziu drasticamente com o advento da tecnologia RR. Atualmente, esta modalidade tem sido resgatada, especialmente, em função do aumento do número de casos de plantas daninhas resistentes.

O primeiro herbicida pré-emergente de grande sucesso e até hoje utilizado é a Trifluralina, com utilização em larga escala desde a década de 70 no controle de importantes daninhas mono e dicotiledôneas da soja. Os chamados herbicidas pré-emergentes ou residuais são produtos aplicados no solo antes da emergência das plantas daninhas-alvo sendo que estes devem persistir por tempo e concentração suficientes na camada superficial do solo, onde se localizam o maior percentual de sementes de plantas daninhas que germinarão na sequência.

Uma das principais vantagens desses produtos é que eles possibilitam que a soja arranque na frente das plantas daninhas e adquira vantagens competitivas. Além disso, muitos pré-emergentes possuem mecanismos de ação distintos dos utilizados em pós-emergência e assim têm importante encaixe na rotação de produtos visando incremento de controle, manejo de biótipos resistentes e como estratégia antirresistência. Herbicidas de amplo espectro como Imazetapir, dentre muitos outros, começaram a ser mais utilizados provendo melhor controle inicial.

Na soja, tecnologias recém-lançadas bem como as que serão lançadas em um futuro próximo, preconizam e necessitam de um maior controle em pré-emergência evidenciando a consolidação dos mesmos como práticas de manejo integrado de plantas daninhas.

O uso desses herbicidas implica em cuidados, especialmente, quanto há dose e residual deixados no solo (carry over) podendo causar fitotoxicidade aos cultivos subsequentes. É muito importante conhecer a seletividade do herbicida escolhido para a cultura que será implantada (soja) e para as culturas subsequentes (milho, trigo, algodão). Atenção deve ser dada também quanto aos principais alvos a serem controlados para que seja feita uma correta escolha do herbicida.

Atentar se há previsão de chuva para o pós-aplicação, principalmente se estiver usando produtos mais móveis, os quais poderão ser facilmente lixiviados, como por exemplo o Metribuzin, Nicossulfuron e Imidazolinonas. Ainda, para que haja uma boa incorporação do produto no solo, é necessário que este esteja com teor de umidade adequado.

O tempo de persistência é outro fator de extrema importância e que irá afetar o residual de controle das daninhas ou o residual de risco para fitotoxicidade das culturas.

O tempo de persistência irá depender das características físico-químicas dos herbicidas, do tipo de solo, teor de matéria orgânica e argila, atividade microbiana e processo como lixiviação, volatilização e fotólise. A absorção ocorre principalmente pela radícula das plantas daninhas após o início da germinação, podendo ser absorvido também por outras partes como epicótilo ou hipocótilo. Sua seletividade às culturas se dá de duas formas principais: (i) a cultura apresenta alta capacidade de metabolização do herbicida e detoxifica-o nos tecidos ou (ii) a seletividade se dá por posição no solo, ou seja, o herbicida deve ficar em camada acima de onde serão depositadas as sementes da cultura.

A ADAMA possui um completo e robusto portfólio de herbicidas que garante um excelente manejo de plantas daninhas e que foi desenvolvido sobre três importantes pilares:

  1. Rotação de Ativos
  2. Manejo de Banco de Sementes
  3. Utilização de dois ou mais diferentes modos de ação para um único alvo.

A ADAMA possui uma excelente solução para o manejo de plantas daninhas através da combinação de PREMERLIN + VEZIR, um manejo com amplo espectro de controle e alta seletividade para cultura da soja, bem como para as culturas subsequentes. Além destes, podemos destacar que a solução da ADAMA proporciona uma livre matocompetição inicial de plantas daninhas indesejáveis na cultura e é uma ferramenta indispensável no manejo de resistência.

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