Mosca Branca requer atenção e cuidados do agricultor

Por Massaru Yokoyama* e Fabrício Pedrosa Pacheco**

Diante de uma demanda por alimentos crescente em todo o mundo, a relevância da agricultura se deu em proporção semelhante, com o desenvolvimento e a implementação de técnicas sofisticadas para fornecer produtos com qualidade e segurança. Para garantir que a lavoura não seja prejudicada pela presença de pragas, o agricultor deve estar atento não apenas às soluções, mas também aos sinais de que estes organismos estão agindo nas plantações. Um dos exemplos que mais justificam essa preocupação é a proliferação da Mosca Branca no Brasil.

Presente em todo o Brasil e com maior força em períodos e regiões mais quentes, como a região Centro-Oeste e parte da região Nordeste, este inseto chegou ao País por meio da importação de plantas ornamentais e rapidamente se converteu em um dos grandes vilões de diversas culturas, como a soja, o algodão e variedades de hortifrúti. Nos tomateiros, por exemplo, as perdas causadas por suas interações com as plantas podem chegar a 50%, segundo informações da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A Mosca Branca ataca as plantas em duas frentes principais: pela sucção de nutrientes presentes nas folhas, excreção de substância açucarada que favorece a formação da fumagina, e pela transmissão de determinados tipos de viroses, especialmente nas culturas do tomate e do feijão.

Da oviposição até a emergência dos adultos, é computado um período de, aproximadamente, 20 dias. Por isso, o agricultor precisa tomar decisões que devem ser, simultaneamente, rápidas e certeiras. O controle sugerido deve levar em conta as recomendações técnicas de profissionais habilitados para a função. Uma vez identificada a infestação, é recomendada a aplicação de inseticidas visando a eliminação da praga, independente de qual fase os insetos estiverem.

É fundamental destacar que estas aplicações variam de acordo com o tipo de dano causado à planta e que demandam técnicas de manejo integrado para cada cultura. Desta forma, agricultores e especialistas estarão capacitados de forma integrada para estabelecer o equilíbrio entre produtividade, rentabilidade e respeito ao meio-ambiente.

*Massaru Yokoyama é agrônomo e consultor fitossanitário.

** Fabricio Pedrosa Pacheco é gerente de produtos da ADAMA Brasil