Verão inicia aumento de ferrugem e reprodução de cigarras

Incidência de ataques aumenta substancialmente de novembro a janeiro e pode provocar perdas acentuadas de produtividade.

Novembro começou e, com ele, os esforços para combater as principais pragas e doenças que costumam atacar os cafezais. De agora até janeiro, a incidência de ferrugem e cigarras de diversas espécies aumenta acentuadamente, levando produtores a redobrar a atenção para manter as lavouras protegidas dessas ocorrências.

Em épocas chuvosas como no verão, a ferrugem do café, causada pelo fungo de nome científico Hemileia vastatrix, pode comprometer a produtividade da cultura em até 50% na safra seguinte à sua manifestação, o que provoca também a perda da qualidade da bebida se não houver o controle preventivo da doença, desvalorizando o preço da commodity no momento da venda. Imperceptíveis a olho nu até a fase final da infestação, os sintomas da ferrugem podem ser observados por meio de manchas amarelo-alaranjadas localizadas na parte de baixo da folha, ocasionando lesões, desfolha prematura e seca dos ramos laterais. Como consequência, há a deformação gradual da planta e a redução do abotoamento, florescimento e pegamento dos frutos, afetando a produtividade da próxima colheita.

Já a reprodução da cigarra-do-cafeeiro, ou Quesada gigas, considerada outra grande vilã dos cafeicultores, também ocorre na transição da primavera para o verão. Durante o período de acasalamento, de setembro a março, os ovos são colocados no tronco das plantas e, assim que o inseto em fase larval emerge, movimenta-se para debaixo da terra em uma profundidade que pode chegar a um metro e passa a se alimentar das raízes dos cafezais, podendo sugar a seiva do cafeeiro por até quatro anos sem ser percebido. Quando se torna ninfa móvel, último estágio de desenvolvimento antes de virar adulta, abandona o solo para se firmar no tronco da hospedeira, quando a cultura atacada já apresenta fortes evidências de fraqueza na parte aérea, com amarelecimento, deficiência nutricional nas folhas, ramos secos e baixa produção. Como não existe predador natural para conter essa praga, a única forma de controle é o uso de inseticida.

Para ajudar os produtores a ficarem livres desses problemas, a Adama (leia-se Adamá), empresa global do setor de agroquímicos, criou a Solução Integrada de Manejo, SIM Café, formada pelos fungicidas Azimut® e Guapo®, e pelo Pratico®, defensivo agrícola que age como inseticida e fungicida simultaneamente e que garante também o manejo do bicho-mineiro, mariposa que, enquanto lagarta, causa grandes estragos nos cafezais em períodos de escassez de chuvas. De acordo com análise comparativa realizada nas últimas quatro safras pela Fundação Procafé entre os principais programas de produtos para a cultura do café, a aplicação completa da Solução Integrada de Manejo da Adama, SIM Café, conferiu eficiente controle de doenças durante a florada dos cafezais, proteção de pragas no solo, bem como proteção das folhas contra Ferrugem e Cercóspora na fase de desenvolvimento e granação do fruto, proporcionando melhor desenvolvimento foliar e das raízes. A produtividade média da solução composta por Azimut®, Pratico® e Guapo® atingiu 58,4 sacas/ha em quatro ciclos consecutivos de colheita (2012, 2013, 2014 e 2015), sendo essa produtividade 40% superior ao tratamento sem defensivos agrícolas e uma das melhores do experimento.