Terra seca

Boas práticas agrícolas: como evitar a degradação do solo?

A degradação do solo é todo processo que resulta na perda de qualidade nutricional e estrutural e, em situações mais graves, a destruição completa do solo. Em síntese, um solo degradado é compactado, tem perdas de nutrientes, apresenta acidificação, salinização e redução de matéria orgânica, além do impacto na permeabilidade.
Terra seca

Para evitar esse tipo de situação, é importante estar informado sobre as boas práticas agrícolas para evitar os prejuízos permanentes que podem ser causados pela atividade não sustentável na agricultura.

Quer saber mais sobre o assunto? Então, aproveite a leitura!

Como acontece a degradação do solo?

A degradação do solo é uma condição que acaba limitando ou, até, extinguindo a capacidade produtiva da área agricultável. Ela pode ser de origem química, física ou biológica, afetando em diversos níveis as condições de utilizar uma área para a produção agrícola, por exemplo.

Diferentes fatores acabam provocando essa condição de degradação. Um deles é o desmatamento, especialmente quando está relacionado às queimadas. As árvores e as plantas, em geral, são essenciais para garantir que os nutrientes possam circular no solo. Quando elas são removidas, é como se a terra perdesse sua capacidade de movimentar esse conteúdo, além de perder sua proteção.

Também existem situações muito específicas em que a degradação não é provocada pela ação extensiva, mas pelas próprias condições naturais que podem resultar na infertilidade do solo. Chuvas ácidas em determinadas regiões geográficas são bons exemplos disso.

Quais os principais tipos de degradação do solo?

Seja de forma natural ou por atividade extensiva, o solo pode sofrer degradação de diferentes tipos. Conheça os principais deles a seguir.

Compactação do solo

A compactação ocorre quando a terra começa a perder a sua porosidade, tornando-se densa. Essa característica dificulta a permeabilidade da terra e, portanto, deixa o solo mais seco, o que impede a movimentação da água e nutrientes. Como consequência, as raízes das plantas cultivadas não se desenvolvem e, portanto, impedem a sustentabilidade do sistema produtivo.

O pisoteio do gado e o trânsito de máquinas agrícolas são os principais causadores dessa condição.

Erosão

A erosão nada mais é do que a separação de partículas do solo, geralmente por causa da água da chuva e, raramente, pelo vento. Isso pode resultar na mudança da forma de um relevo e, então, impactar na disponibilidade dos nutrientes de uma determinada área. Deslizamentos de terra são comuns nesse caso. Apesar de esse ser um fenômeno natural, ele pode ser agravado pela ação do homem, especialmente no caso de desmatamento.

Salinização

Outra ocorrência natural, a salinização também pode ser resultado de um manejo equivocado do solo ou de uma irrigação feita de modo descuidado. Dessa forma, se concentram grandes quantidades de sais minerais na terra, especialmente depois que a água do sistema produtivo evapora, concentrando ainda mais os sais minerais. É mais comum em um tipo específico de clima na agricultura: regiões de baixa pluviosidade e altas temperaturas.

Laterização

Frequente em lugares com um clima quente e úmido, a laterização acontece por intemperismo químico. Está frequentemente associada à lavagem do solo pelas chuvas, fazendo com que a terra forme uma camada mais dura, com alta concentração de hidróxido de ferro ou alumínio. Isso torna o solo ácido e infértil, por falta de matéria orgânica.

Lixiviação

Esse é um processo de lavagem superficial da terra. Em função da grande quantidade de umidade, ocorre uma intensa redução dos nutrientes do solo e desestruturação do solo. Essa condição é agravada em situações de desmatamento, enxurradas e alagamentos.

Contaminação e poluição

Esses são dois fatores provocados exclusivamente pelo homem e pela contaminação química que ele provoca por meio do uso indiscriminado de defensivos na atividade agrícola. A infiltração de materiais indevidos no solo causa a sua improdutividade e pode, até mesmo, alcançar o lençol freático, prejudicando todo o ecossistema em torno da propriedade.

Acidificação

É o processo de redução do pH do solo, aumentando os níveis de alumínio tóxico e diminuindo a saturação por bases. Essa condição acaba restringindo significativamente a produtividade das culturas, afetando o crescimento das plantas por falta de nutrientes. Também é prejudicial para os microrganismos que vivem no solo.

Quais são os impactos da degradação do solo para o agronegócio?

Não é difícil deduzir que todos esses danos causam problemas nos mais diversos níveis, seja para o meio ambiente, para a produtividade das culturas agrícolas, para a economia e, até mesmo, para a saúde e qualidade de vida de milhares de pessoas.

Ao contrário do que muitos pensam, o primeiro impacto do descuido com o solo e da falta de boas práticas agrícolas é percebido no caixa do agronegócio. Apesar de muitos gestores rurais terem a ideia de que pode custar caro manejar adequadamente a terra, é esse cuidado que aumentará sua produtividade, garantindo boas colheitas e a qualidade dos produtos.

Abrir mão disso é, indiretamente, propiciar uma lucratividade menor — além, é claro, de prejuízos, que podem vir a ocorrer em casos de degradação extrema, em que a terra deixa de ser fértil e simplesmente nega o fruto.

Por fim, mas não menos importante, a perda da qualidade ambiental é algo que pode colocar em risco não apenas as lavouras, mas a paisagem natural, a qualidade do solo, a infiltração de água na região, o lençol freático e, até mesmo, a flora e a fauna locais. 

Que boas práticas agrícolas podem evitar essa situação?

A boa notícia é que podemos evitar todo esse impacto no solo. Com a adoção das boas práticas agrícolas, você já consegue começar a fazer a diferença na sua fazenda. Quer conferir quais são elas? Então, fique atento!

Plantio correto

Escolher a época certa para plantar, usando sementes de qualidade, pode fazer toda a diferença no que diz respeito ao aproveitamento da cultura, dos nutrientes e da água. Em resumo, isso ajuda a reter a umidade certa e facilita o desenvolvimento das plantas.

Reflorestamento

O reflorestamento é parte crucial na proteção ambiental, tanto no que diz respeito à manutenção dos rios quanto para o próprio solo, sua porosidade, permeabilidade, fertilidade e preservação de nutrientes. Ainda, ele é importantíssimo para a preservação da fauna e flora locais.

Manejo adequado

Para que um solo se mantenha fértil e produtivo, é importante contar com um manejo que inclua a manutenção e aumento do teor da matéria orgânica, o planejamento estratégico da rotação das culturas, a adubação correta e assim por diante. Além disso, é preciso conhecer o solo e as suas carências nutricionais.

Rotação de cultura

A rotação de cultura é uma prática essencial para preservar o solo e evitar a degradação. Ao contrário do cultivo exclusivo de uma só cultura de interesse, é recomendável diversificar as espécies, contribuindo para a preservação ambiental e sustentabilidade da agricultura.

Fazendo o uso de culturas rotativas aliado a um manejo fitossanitário adequado, a preservação do solo será certa!